Redação e revisão: Equipe Editorial da Calcaza
Calculadora de Juros do Cartão de Crédito
Quando você não paga a fatura inteira, o saldo cai no rotativo, uma das dívidas mais caras do país. Informe o saldo, a taxa mensal e os meses para estimar quanto ela cresce com os juros compostos.
Calculadora
Dados
Parte da fatura que ficou sem pagar e caiu no rotativo.
Confira na sua fatura. 14% é só uma referência.
Por quantos meses a dívida ficou rolando (1 a 24).
Resultado
Dívida total estimada
R$ 2.280,00
Total em juros
R$ 280,00
Juros do 1º mês
R$ 280,00
Taxa anual equivalente
381,79%
Estimativa de juros compostos sobre o saldo informado. Não inclui IOF, multa por atraso nem juros de mora, que variam conforme o banco e o contrato. Confira os valores exatos na sua fatura.
O que esta calculadora faz
Esta calculadora estima quanto a dívida do seu cartão de crédito cresce quando você não paga a fatura inteira e o saldo cai no crédito rotativo — ou quando a fatura atrasa. A partir de três informações, ela mostra o tamanho aproximado do problema:
- o saldo devedor, ou seja, a parte da fatura que ficou sem pagar;
- a taxa de juros ao mês cobrada pelo banco;
- o número de meses em que a dívida ficou rolando.
Com isso, ela calcula a dívida total estimada, o total em juros, os juros do primeiro mês e a taxa anual equivalente. Esse último número costuma assustar: é ele que revela como uma taxa que parece "pequena" ao mês vira um custo enorme ao ano. Tudo aqui é uma estimativa do valor nominal, para ajudar no planejamento — não substitui os números oficiais da sua fatura.
Por que o rotativo é o crédito mais caro
O rotativo do cartão de crédito é, segundo o Banco Central do Brasil, uma das modalidades de crédito mais caras do país. Quando você paga menos que o valor total da fatura na data de vencimento, o saldo restante é financiado automaticamente até a fatura seguinte, com juros altos. Como o cartão é um crédito de uso imediato e sem garantia, o banco cobra caro por esse financiamento.
O agravante é que os juros do cartão são compostos: a cada mês, os juros do período anterior passam a fazer parte da base sobre a qual novos juros incidem. É o famoso "juros sobre juros". Por isso a dívida não cresce em linha reta — ela acelera. Quanto mais tempo você fica no rotativo, mais rápido o valor sobe.
A fórmula e de onde vêm os números
O cálculo usa capitalização composta sobre o saldo devedor:
Montante = Saldo × (1 + i)ⁿ
Onde:
- Saldo é o valor não pago da fatura;
- i é a taxa de juros mensal em decimal (14% = 0,14);
- n é o número de meses no rotativo.
Os juros totais são o montante menos o saldo original. A taxa anual equivalente é (1 + i)¹² − 1, que mostra o custo acumulado em um ano. A taxa real do rotativo é divulgada mês a mês pelo Banco Central do Brasil, e muda conforme o banco — por isso o campo da taxa é ajustável. Desde 2024, a Lei 14.690/2023 determina que o total de juros e encargos do rotativo (somado ao parcelamento da fatura) não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida — ou seja, os encargos não podem fazer você dever mais que o dobro.
Exemplos práticos
1. Um único mês de atraso. Você deixou R$ 2.000 sem pagar, com taxa de 14% ao mês. No fim do primeiro mês, a dívida estimada sobe para R$ 2.280,00 — são R$ 280 só de juros. Parece pouco, mas é o começo da bola de neve.
2. Seis meses no rotativo. O mesmo saldo de R$ 2.000 a 14% ao mês, mas deixado rolar por seis meses. Com os juros compostos, a dívida estimada chega a cerca de R$ 4.389,95 — quase o dobro do valor original, com aproximadamente R$ 2.389,95 só de juros. Aqui já se nota como o rotativo explode.
3. Um ano inteiro de rotativo. Imagine R$ 1.000 a 14% ao mês por 12 meses. A dívida estimada salta para cerca de R$ 4.817,90 — quase cinco vezes o saldo inicial. Isso acontece porque a taxa anual equivalente de 14% ao mês passa de 381% ao ano. É esse número que mostra por que sair do rotativo é urgente.
Erros comuns
- Olhar só a taxa mensal. 14% ao mês parece "aceitável", mas equivale a mais de 381% ao ano. Sempre confira a taxa anual equivalente.
- Achar que os juros crescem em linha reta. No rotativo, o crescimento é exponencial. Dobrar o tempo costuma fazer a dívida crescer muito mais que o dobro.
- Confundir saldo devedor com fatura total. O rotativo incide apenas sobre a parte que ficou sem pagar, não sobre a fatura inteira.
- Ignorar a saída pelo parcelamento. O parcelamento da fatura oferecido pelo banco costuma ter juros menores que o rotativo. Trocar uma dívida pela outra, ou por um crédito pessoal mais barato, reduz bastante o custo total.
- Esquecer dos outros encargos. Esta é uma estimativa só dos juros. IOF, multa por atraso e mora podem entrar na conta real.
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Para entender melhor o efeito do "juros sobre juros", veja a Calculadora de Juros Compostos. Se quer fazer o caminho inverso e ver o dinheiro render a seu favor, use a Calculadora de Rendimento de Investimentos. E, ao planejar dívidas maiores, a Calculadora de Financiamento de Imóvel ajuda a comparar prazos e parcelas. A Calcaza cita a fonte de cada número — veja como verificamos os cálculos na página Sobre e acompanhe os guias no blog.
Esta é uma estimativa de juros do cartão de crédito, de caráter informativo. Ela mostra o valor nominal com base na taxa que você informar e não substitui orientação financeira. A taxa real do rotativo varia por banco e por mês, e a fatura pode ter IOF, multa e mora. Confira os valores exatos com a sua instituição financeira.
Perguntas frequentes
As dúvidas mais comuns sobre como a calculadora funciona e de onde vêm os números.
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